Amalgamando temas e estilos, os livros poéticos e sapiências da Bíblia ocupam um lugar de destaque no cânon do Antigo Testamento. A sabedoria que esses escritos didáticos fazem permanente referência, tentando inculcá-la nos seus leitores, é de caráter eminentemente prático, não consiste tanto em um apelo teórico quanto numa exortação para saber viver, ou seja, para que o comportamento da pessoa seja adequado a todas e a cada uma das múltiplas circunstâncias da vida, que cada qual deve desempenhar de maneira correta no papel que lhe corresponde representar no meio da comunidade humana a que pertence.

Assim como o bom artesão possui uma espécie de "sabedoria" que o capacita para esculpir madeira, forjar metal, engastar pedras preciosas ou compor belas telas (cf. Êx 35.31-35), também "o sábio", segundo a perspectiva bíblica, possui a habilidade, a agudeza e as qualidades precisas para enfrentar com êxito as contingências da vida, quaisquer que sejam.

A sabedoria é, essencialmente, um dom de Deus desenvolvido prontamente pela experiência e pela reflexão. Porque a experiência do cotidiano é também, por sua vez, fonte inesgotável de sabedoria para aquele que anda com os olhos bem abertos e não se agrada da sua própria ignorância. Por isso, o sábio observa a realidade, julga aquilo que vê e, finalmente, comunica aos seus discípulos aquilo que ele mesmo aprendeu primeiro do seu relacionamento pessoal com o mundo circundante.

Também percebe-se que a poesia hebraica é um estilo literário que apela mais à imaginação e à emoção humana que à razão. Por isso ela é carregada de subjetivismo humano. Consequentemente a exploração objetiva do texto fica mais difícil.

A poesia hebraica  possui várias características que serão vistas nesta cadeira, pois os textos hebraicos possuem muitos recursos estilísticos que trazem a riqueza do texto mostrando, pelos sentimentos, que a vida pode sim ser vivida e apreciada poeticamente.
Que tenhamos um bom curso!